Reflexões sobre as prioridades na vida

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Recentemente vi um vídeo de um americano falando sobre quais são as cinco coisas mais importantes na vida dele, em ordem de prioridade.

Basicamente, a ordem que ele apresentou foi algo que chamam de 5 F's (Faith — Fé, Fitness — Físico, Family — Família, Friendships — Amigos, Finance — Financeiro).

Isso me tocou bastante e, depois de uma semana refletindo sobre o assunto, cheguei a algumas conclusões bem interessantes.

A primeira é que, de forma inconsciente, eu também sempre tive essas áreas como prioridades na minha vida.

E a segunda é como é possível equilibrar a vida quando você foca nessas cinco prioridades.

Eu pensei tanto sobre isso que criei uma analogia com base nos dedos da mão. Começando pelo polegar, temos:

  1. Fé (polegar) - Aqui entram os valores fundamentais da vida, as crenças e o senso de propósito que irão te guiar ao longo dos seus dias.
  2. Estrutura física e mental (indicador) - Cuidar do corpo e da mente. Manter-se forte e saudável para conseguir agir e sustentar os próximos pontos importante (família).
  3. Família (dedo médio) - É o maior dos dedos. Na prática, representa o suporte que abraça, que dá fundamento e motivo para seguir vivendo.
  4. Amigos (anelar) - Somos a média das cinco pessoas com quem mais convivemos. Aqui entra, filtrar as pessoas que andam e ouvem de você e claro que cuidar das relações é essencial, porque são elas que compartilham alegrias, trazem inspiração e constroem memórias.
  5. Finanças (dedo mínimo) - Não é o principal, mas é aqui que conseguimos trazer o suporte e a segurança necessários para que todas as outras áreas da vida sejam melhor aproveitadas.

Agora imagine um objeto que possa ser segurado com uma mão, como se fosse a própria vida.

Quando usamos a mão para pegar esse objeto, todos os dedos têm seu grau de importância na execução dessa tarefa.

Mas observe: Sem o polegar (fé), não é possível abraçar o objeto com firmeza. Porém, o polegar sozinho também não é suficiente. Ao adicionar o dedo indicador, formando uma pinça, o objeto (vida) já fica mais estável, mas ainda não completamente seguro. Esse primeiro ponto é interessante: é fundamental ter propósito (fé), já que é o que vai abraçar todo ponto da vida, e um bom condicionamento físico e mental para trabalhar e proteger tudo o que é mais valioso para nós.

Quando adicionamos o dedo médio e o anelar, percebemos que abraçar a vida passa a ter mais sentido e mais estabilidade.

E, por último, temos as finanças, representadas pelo dedo mínimo.

Não é sustentável tentar segurar a vida apenas com ele, mas ele dá o suporte final e necessário para tornar essa sustentação mais tranquila e segura.

Foi essa analogia que me fez refletir bastante recentemente.

A partir de agora, sempre que vou tomar uma decisão sobre o meu futuro, eu me pergunto: essa escolha fortalece ou enfraquece a forma como estou segurando a minha vida?

A lição que fica é que definir prioridades é essencial. Saber quais áreas merecem mais atenção ajuda a caminhar com mais clareza.

Talvez outras pessoas mudariam essa lista de acordo com a própria visão de mundo, mas essa, definitivamente, é a minha.


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